— Indicadores

Diesel hoje: o preço na bomba e o que ele faz com o frete.

O preço médio nacional do diesel, atualizado, ao lado dos dois números que o explicam — e a cadeia que liga isso à sua cotação de frete. Sem achismo: cada dado traz fonte e data.

Onde está o custo hoje.

Cada indicador aparece somente se o dado estiver atualizado na origem. Se algum estiver fora do ar ou defasado, ele simplesmente não é exibido — preferimos a ausência do número à publicação de um número velho.

Do dólar até a sua cotação.

O preço do diesel não chega ao frete por simpatia. Existe um caminho, e ele tem quatro degraus — três de mercado e um de lei.

1. Câmbio e paridade de importação

O Brasil não refina todo o diesel que consome, e o produto importado é cotado em dólar. Quando o câmbio sobe, sobe o custo de reposição do combustível — antes mesmo de qualquer reajuste ser anunciado. É por isso que a cotação do Banco Central está no painel acima, e não como enfeite.

2. Da refinaria à bomba

Entre o preço de saída da refinaria e o que o caminhão paga no posto entram distribuição, teor obrigatório de biodiesel, ICMS e tributos federais. Essa camada é grossa: o petróleo cru responde por cerca de um terço do preço final. Os outros dois terços se movem por decisão tributária e comercial, com ritmo próprio — motivo pelo qual acompanhar só a cotação internacional do barril engana mais do que informa.

3. O gatilho dos 5%

Aqui deixa de ser mercado e vira regulação. A ANTT revisa a tabela de pisos mínimos de frete a cada seis meses ou sempre que o preço do diesel S-10 varia mais de 5%. Não é discricionário: quando o gatilho estoura, a tabela muda. Na Portaria SUROC nº 3/2026 o diesel havia acumulado alta de 13,32% — de R$ 6,08 para R$ 6,89 — e os pisos subiram entre 4,82% e 7,00%, conforme a tabela e o número de eixos.

4. Do piso à cotação

O piso mínimo sai da fórmula Piso = (CCD × distância) + CC, com coeficientes por número de eixos e tipo de carga, definidos pela Lei 13.703/2018. Ele é chão, não teto: nenhum frete rodoviário de carga pode ser contratado abaixo dele. Quando o diesel sobe o suficiente para mover esse chão, toda cotação do país se reposiciona — inclusive a nossa.

Quando o índice cai e a bomba não desce.

É a confusão mais comum, e vale desfazer: o IPCA de combustíveis e o preço na bomba respondem a perguntas diferentes.

O índice do IBGE mede variação percentual de um mês contra o anterior. O preço médio mede nível. Um índice negativo significa que o preço andou para baixo naquele mês — não que ficou barato. Uma queda de 1% sobre um valor alto devolve um valor ainda alto.

Para quem contrata frete, a leitura prática é essa: o nível diz quanto custa rodar hoje, e é ele que o custo do transporte reflete. A variação diz para onde a coisa está indo, e é ela que antecipa se um novo gatilho da ANTT está próximo. Olhar só um dos dois leva a conclusão errada em metade dos casos.

Dúvidas sobre diesel e frete.

Qual o preço do diesel hoje no Brasil?

O painel no topo desta página mostra o preço médio nacional do diesel S-10 ao consumidor final, com a data da coleta ao lado. O dado vem da Petrobras. Se a coleta estiver desatualizada, o painel some em vez de exibir número velho — preferimos não mostrar nada a mostrar algo errado.

Por que o preço do diesel muda o preço do frete?

Combustível é o maior item de custo variável de uma viagem rodoviária. Quando o diesel sobe, sobe o custo por quilômetro rodado. E não é só contrato privado: a ANTT revisa a tabela de pisos mínimos de frete a cada seis meses ou sempre que o diesel S-10 varia mais de 5%, o que torna o repasse uma questão regulatória, não apenas comercial.

O que é o piso mínimo de frete da ANTT?

É o valor mínimo que pode ser pago por um transporte rodoviário de carga, definido pela Lei 13.703/2018 e calculado pela fórmula Piso = (CCD × distância) + CC, com coeficientes por número de eixos e tipo de carga. A Portaria SUROC nº 3/2026 reajustou esses pisos de 4,82% a 7,00% justamente porque o diesel havia acumulado alta de 13,32%.

O dólar influencia o preço do diesel no Brasil?

Sim, por dois caminhos: o Brasil importa parte do diesel que consome, e o preço de referência do produto no mercado internacional é cotado em dólar. Por isso o painel traz a cotação comercial do Banco Central ao lado do preço na bomba. Mas o câmbio explica só parte: tributos, margem de distribuição e a política de preços da Petrobras se movem por conta própria.

O índice de combustíveis caiu, mas o preço na bomba não. Como?

São medidas diferentes. O IPCA de combustíveis para veículos, do IBGE, mede a variação percentual de um mês em relação ao anterior — ele pode ser negativo enquanto o preço absoluto segue alto, porque queda de 1% sobre um valor elevado ainda deixa um valor elevado. O índice descreve o movimento; o preço na bomba descreve o nível.

Precisa de frete com preço explicado?

Mande origem, destino, produto e peso. Cotamos e mostramos de onde vem o número — sem surpresa depois.

Quem mantém esta página Página mantida pela MAC Transportes, transportadora rodoviária de carga sediada em Lagarto/SE, com RNTRC nº 049072622, ativo junto à ANTT, apólice própria de seguro de carga e emissão de CT-e e MDF-e. Os indicadores vêm de Petrobras (preço do diesel), Banco Central (câmbio) e IBGE (IPCA), com data de referência exibida em cada um. Não somos fonte primária de preço de combustível: reproduzimos o dado público e explicamos o efeito dele sobre o frete, que é o nosso ofício. A operação é conduzida pelos sócios Carlos Alberto e Viviane, responsáveis pelo dia a dia da transportadora.